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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

(En) canto...

Aproveitando a inspiração polissêmica
de uma boca, cujo canto encanta
a todos e todas!
Essa é pra você, minha flor querida,
minha Boca preferida...





Por onde passo ouço um canto
Em cada olhar um encanto
Ruas de pedra, casas azuleijadas
Ladrilhos, cascalhos e a beleza da Ribeira

Por suas vielas, esquinas, fontes e escadarias
Vou descobrindo novos caminhos
perscrutando suas entranhas
Cantos de diferentes sotaques
Encontro maravilhas
em cada canto desta cidade

Hoje aporto meu barco aqui, no Porto!
Amanhã acolá, não sei onde, ao certo
(na Espanha "se calhar")
E vou me entregando aos prazeres
me deixando encantar
Pela beleza negra, sutil,
mansa, discreta e gentil

Pátria lusa, alma africana
És bela, me contagia
Com sua arte, com sua cor
De cidade de encontros e encantos
Me inspiras, me surpreendes
faz-me apaixonar por sua gente

Por sua sutileza de vilarejo
pela alteza de suas pontes e monumentos
Mas o que mais me fascina
são os doces momentos
em que descubro sua gente,
com suas cores, sabores, cheiros
com seus jeitos e seus versos, diversos
que me compõem e inspiram
Me fazem sentir "bem-vinda"

Peito que acolhe, que atrai e seduz
Louvo o calor, contemplo a luz
do pôr-do-sol indescritível
que se reflete no olhar
daqueles que me rodeiam.

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Porque o maior patrimônio de um país está em sua gente, sua humanidade
em sua cultura, nos gestos e jeitos, tradições, gírias, pensamentos.
São monumentos de carne e osso, de alma e espírito
calor humano intransferível, indescritível
de esplendor, doçura, amizade, acolhimento
de valor inestimável, incomparável...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

"Poetando"


Uma prática que tenho tentado cultivar

é a de ler ou escrever algo antes de dormir.

Entre os versos de Vinícius, os contos de Sepúlveda,

algumas reflexões do Galeano, do Boaventura

e outras leituras afins,

vou tentando me expressar, soltar o verso,

libertar a poeta que habita em mim...

(Sintam-se à vontade para soltar o verso e o verbo também!)