
Essa frase tão bem conhecida
de tão antiga se faz atual
aquilo que a Esfinge um dia
enigmática, misteriosa
profetizava como mal
Propunha, desafiava os humanos
incrédulos mas cheios de esperança
sedentos de respostas
aos questionamentos da vida
da existência
Os relacionamentos... ah esses sim
são o mistério mais cruel e enigmático que já vi(vi)
Conhecer alguém, desvendar seus mistérios
decifrar seus pensamentos
tarefa árdua
que poucos se dispõem a enfrentar
Curiosidade não falta
falta-nos coragem, talvez
de viver relacionamentos
profundamente dotados de sentido
Mesmo que não se saiba
aonde tudo vai dar
é preciso arriscar
seguir as veredas, corredores obscuros
que impõem-nos o medo
o mesmo medo que nos faz recuar
e que dá vantagem à Esfinge
em seu prazer de nos devorar...
Devora-nos no silêncio
das coisas que não vivemos,
que não arriscamos
que não nos permitimos viver
por medo de seguir decifrando
o doce-amargo sabor da vida
compartilhada
Abrir-se ao outro...
é sempre um risco que se corre
mas que nos permite percorrer caminhos vários
em busca de nós mesmos
Ò Esfinge, podes tu me mostrar talvez
um pouco mais de mim?
podes tu me fazer descobrir mais de quem sou?
podes tu ajudar a decifrar os meus próprios enigmas?
Senão, devora-me de vez...