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sábado, 7 de janeiro de 2012
CRISE ou FRAUDE?!?
Durante todo o ano de 2011 foram diversas as manifestaçoes pelo mundo, inumeras as passeatas, muitos baixo-assinados virtuais, fortes os gritos d@s indignad@s exigindo uma sociedade mais justa, mais humana, contra o desemprego e os recortes nos serviços sociais, contra a privatizaçao, a corrupçao e a precarizaçao do trabalho e da vida cotidiana.
Apesar das lutas semeadas, colhemos até agora poucas conquistas... é como costumam dizer: novo ano, velhos problemas... Mas, neste ano de 2012, tao misterioso e ameaçador, por carregar em si uma antiga profecia fim do mundo, poderiamos dar um “basta” nesta situaçao, dar um fim a toda opressao, precarizaçao e subordinaçao dos povos. Neste ano, deveriamos permitir que reacendesse em nòs a vontade de mudar, de transformar o mundo, fazer nossos apelos soarem mais forte.
Mas os meios de comunicaçao exercem seu tradicional e eficiente papel de paralisar as massas, torna-las passivas e atonitas frente a crisis, sem poder de reaçao... Tratam de convencer-nos de que nao hà outra soluçao, que nao a velha e conhecida receita ditada pelo Banco Mundial e pelo FMI: privatizar, desregular, precarizar... Coloca na mao dos bancos e do mercado o futuro das pessoas, quando sabemos muito bem que a finalidade dessas entidades é tao solitamente obter o maximo beneficio "privado".
Uma pena ver que a Europa, no seu tao orgulhoso senso de primeiro mundo, està dando tantos passos atràs, entregando-se à logica mais cruel do capital, na sua faceta mais usurpadora e insensivel, o que eu chamo de "neolibertinagem". Nem sequer consegue aprender com os paises do sul, como Argentina, Chile, Equador, Brasil, laboratorios da politica neoliberal que hoje estao revertendo esta situaçao, graças ao poder popular e estao resistindo às algemas da divida e à subordinaçao que querem impor o FMI e o BM.
Esta "dividocracia”, ou seja, a subordinaçao da democracia ao poder da divida (tanto externa como interna), em poucas palavras, significa o sacrifico do povo pelo sucesso de poucos (normalmente os banqueiros e empresarios). Esta crise significa o que muitos ja entendem e professam como “privatizaçao dos lucros e democratizaçao dos prejuizos”.
Por isso, essa tal “divida externa” (uma mentira retorica que sò convem aos proprios credores, encarregados de manter acesa esta verdadeira farsa) vem exercendo o papel de subordinar os paises devedores aos respectivos credores, em favor de um poder imperialista, que foi mudando seu locus geo-politico ao longo da historia, mas que nao deixa de ser usurpador e destruidor. Uma forma de manter o poder em poucas maos.
Este interessante video trata especificamente sobre a crise grega, mas no fundo o futuro de toda a Europa està ameaçado por esta logica que hoje expulsa a Grecia da UE.
Deste modo, ja esta mais do que na hora de reconhecer a ilegitimidade e insustentabilidade deste sistema e buscar novas alternativas, que possam dar alguma esperança à humanidade. Se isso nao ocorrer, resta-nos conformarmos com a proximidade do fim...
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